Medida entrou em vigor neste sábado (1º), dia do aniversário da cidade.

Apesar do município seguir na fase laranja do Plano São Paulo, a partir de agora estabelecimentos poderão funcionar também das 18h às 23h.

Decisão foi tomada após reunião do prefeito Clodoaldo Gazzetta com donos de bares e restaurantes Prefeitura de Bauru/Divulgação A prefeitura de Bauru (SP) publicou neste sábado (1º), dia de aniversário dos 124 anos da cidade, um decreto que complementa um anterior que já havia flexibilizado a abertura de bares e restaurantes, mas que define um horário alternativo para estes estabelecimentos.

A partir deste sábado, restaurantes, pizzarias, lanchonetes, bares, food trucks, carrinhos de lanche e outros estabelecimentos que comercializam produtos alimentícios para consumo imediato poderão abrir também das 18h às 23h durante a quarentena.

No texto anterior, só havia permissão de funcionamento das 10h às 16h. A medida contraria o que determina o Plano São Paulo para a fase 2 (laranja), na qual a cidade foi mantida na última sexta-feira (31) pelo governo do estado.

O funcionamento de bares e restaurantes só está previsto na fase 3 (amarela). A decisão de flexibilizar o horário foi tomada após reunião na manhã desta sexta-feira (31), entre o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) e donos de bares e restaurantes para estabelecer os horários alternativos.

Os empresários alegaram que o horário anterior era inviável para muitos deles. O novo decreto é complementar ao publicado no último domingo (26), que prorrogou até o próximo dia 9 a quarentena em Bauru, e manteve medidas especiais em restrição de atividades como forma de evitar a propagação do coronavírus.

O horário poderá ser adotado em todos os dias de funcionamento do estabelecimento ou em dias específicos. Dentre as exigências para funcionamento estão a indicação em placas dos horários de funcionamento e a suspensão do serviço de mesa e consumo no local nos demais horários, nos quais poderá ser mantida apenas a venda de produtos embalados para viagem (delivery). Plano São Paulo Para começar a reabertura do estado em 1º de junho o governo dividiu o território de acordo com os 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS). A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões. Os cinco critérios que baseiam a classificação das regiões são: ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs); total de leitos por 100 mil habitantes; variação de novas internações, em comparação com a semana anterior; variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior; variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior. O critério que tem maior peso na classificação de cada região é a variação de novas internações (peso 4), seguido pela taxa de ocupação de UTIs (peso 3). O que é permitido em cada fase Fase 1, vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais Fase 2, laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições Fase 3, amarela: abertura de um número maior de setores Fase 4, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3 Fase 5, azul: "Normal controlado" - todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene. A definição estabelece que setores da economia que desejam a reabertura devem apresentar planos com protocolos para a prefeitura.

Caberá à gestão municipal definir quem e quando poderá reabrir. A regiões serão avaliadas periodicamente de acordo com os indicadores de saúde, verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada sete dias (ou imediatamente, caso haja evidência da piora da situação). Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado Governo de SP/Divulgação De acordo com o plano do governo, as prefeituras terão autonomia para flexibilizar setores estabelecidos.

Com isso, municípios que estiverem nas fases 2, 3 e 4 poderão flexibilizar determinados setores anunciados anteriormente. A flexibilização deverá ser feita por decreto pelos prefeitos das cidades observando também os planos regionais. Veja mais notícias da região no G1 Bauru e Marília.