Sistema do Instituto de Identificação ficou sem serviço por mais de uma hora nesta terça-feira (14).

Em janeiro, OCA tem atendido, em média, 7,8 mil pessoas por dia.

Queda de sistema prejudica atendimento na OCA em Rio Branco e população reclama Quésia Melo/Rede Amazônica Acre Quem tentou tirar carteira de identidade no Instituto de Identificação da Central de Atendimentos (OCA) enfrentou problemas para ser atendido nesta terça-feira (14).

Isso porque o sistema do órgão ficou sem serviço por mais de uma hora. A coordenadora da OCA, Bernadete Pinheiro, informou que o sistema caiu após uma atualização, mas que o atendimento já voltou ao normal.

Ela conta que janeiro costuma ser um mês de muita procura e que, em média, são mais de 7,8 mil atendimentos diários. “Tudo indica que houve atualização em um dos dois sistemas, o nosso, que é um sistema que faz todo o acompanhamento do servidor, que também desenvolve as senhas, e o sistema específico do instituto.

Em um dos dois houve atualização e derrubou o outro.

Mas, já estão os dois em funcionamento”, afirmou Bernadete.

A aposentada Lavina Gomes, de 48 anos, contou que chegou à OCA às 6h30 para garantir o atendimento nesta terça.

Ela levou o filho, que é cadeirante, para fazer uma segunda via da carteira de identidade, mas encontrou uma fila grande e a notícia de que o local estava sem sistema.

“É a terceira vez e eles não atendem.

A primeira vez disseram que precisava de certidão de nascimento para renovar o RG, na segunda vez, precisava de um documento que comprovasse que ele era cadeirante.

Paguei R$ 250 no médico para consultar ele e pegar o laudo.

Aí, hoje vim e está aí sem internet.

Estou furiosa, constrangida, me sentindo humilhada.

Você sai de casa cedo e se depara com um departamento desse sem atender”, reclamou Lavina.

O agricultor Edvaldo Reis, de 38 anos, mora na zona rural de Rio Branco e também chegou cedo para tentar atendimento.

“É a segunda vez que venho aqui.

Vim ontem [13] e disseram que as senhas tinham encerrado 10h e pediram que eu viessem hoje.

Aí, cheguei 6h e até agora nada resolvido e nada de ser atendido.

É uma falta de respeito com a população”, desabafou. Ainda segundo a coordenadora, o Instituto de Identificação e o guichê do Detran são os que têm maior procura neste período do ano.

Ela orienta que as pessoas agendem seu atendimento, para que não precisem ficar em filas.

“Mês de janeiro temos um pico e esse mês superou janeiro dos anos anteriores.

A gente acredita que é porque muitas pessoas querem ter a nova identidade.

Estamos com todos os guichês do Instituto com atendimento o tempo inteiro.

Então, o problema é a alta demanda.

Solicitamos às pessoas que, se não tiverem urgência na identidade, que nos telefonem e agendem”, disse Bernadete.